quinta-feira, 3 de abril de 2008

Filando comida na casa alheia

Combinei um jantar na casa dos meus primos, Celo e Lu (prima por uso capião), motivo pra um papo sobre a marca de uma companhia de teatro de um amigo deles (agora, amigo meu). Saí correndo de uma reunião e nem passar em casa pra pegar um pouco de dignidade eu consegui. Cheguei lá, janta quase pronta. Gil na cozinha e o cheiro de panquecas tomando conta do lugar. Panquecas de carne moída, gente amiga! Tem panqueca mais panqueca que a de carne moída coberta com molho de tomates? De jeito nenhum!
Comemos mal diagramados pela sala, com tv, som e computadores ligados. Um desperdício, mas tudo parecia compor bem naquele momento.
Papo bom, papo bom e a cortina se abre com panquecas de côco com leite condensado. Foi o paraíso, pra eu que tentava alguma interação social na frente do laptop encaminhando alguns e-mails. Companhia demais, trabalho demais! Começou a ficar difícil conversar, ouvir música, escrever e-mails e digerir as quatro panquecas que mandei ver. Era demais pra mim. Comecei a não fazer nada direito, nem o e-mail, nem o papo, nem a digestão. Nessas horas, é sempre bom saber a hora de ir embora. Nada de bancar o chato na casa dos outros, ainda mais quando não foi você quem cozinhou. Vim pra casa com a vontade de ficar. E lá iá!

Um comentário:

marceloteo disse...

Família tem essas vantagens... Pode ser chato sem peso na consciência né Dougie... A gente costuma entender a comida como uma junção de sabores e efeitos puramente corpóreos... Mas a interação entre a comida e o meio são ingredientes que contornam nossa alimentação... Por isso comer entre amigos é tão bom e sempre mais soboroso. Por isso nossos amigos parecem cozinhar tão bem. Os espanhóis tem a melhor expressão quando falam da necessidade de beber fora de casa: "nosotros no bebemos el vino, pero el VINO HABLADO"... Venha sempre Duda. Portas escancaradamente abertas.
Bj
Celo e Lu